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sábado, 22 de outubro de 2016

Escritaria: Novo livro de Alice Vieira apresentado


A sala principal do Museu Municipal de Penafiel encheu-se de leitores para assistir à apresentação de “Diário de Um Adolescente na Lisboa de 1910” (Texto Editores), o novo livro de Alice Vieira. A obra da escritora foi apresentada na Escritaria, em Penafiel, durante a homenagem que a cidade lhe prestou.
 O livro foi apresentado por Rosário Araújo, editora do grupo Leya, Patrícia Furtado, ilustradora do livro, Sílvia Alves, contadora de histórias e escritora de livros infantis, além da própria autora.
Após a dramatização de “Corre, corre Cabacinha” e declamação de alguns poemas de Alice Vieira, a editora do grupo Leya começou por demonstrar o seu contentamento pela “celebração da vida e obra de Alice Vieira”, em Penafiel.
Segundo Rosário Araújo, este é um livro que irá divertir jovens e adultos, enquanto dá a conhecer a época prévia à implementação da República. Quando recebeu o livro da homenageada da Escritaria, sentiu “amor à primeira vista”.
O personagem é um menino chamado Joaquim José. Tem 14 anos em 1910. O seu pai é republicano, a sua avó é monárquica. O diário vai sendo o registo de todas as confusões provocadas pelo antagonismo na família e pela turbulência da época.




Patrícia Furtado afirmou estar deslumbrada por ter desenhado este menino e as outras personagens para uma obra de Alice Vieira. A leitura deste novo livro remeteu-a para a sua infância, em que se isolava a ler livros. As suas companhias eram, tantas vezes, livros da autora de “Rosa, minha irmã Rosa”. A influência foi tal que Patrícia Furtado quis ser escritora. A menina “antissocial” começou a escrever e a desenhar. E foi pelo desenho que se afirmou na área da literatura.
A emoção é grande, confessou, por ver as suas ilustrações neste livro e nas mãos de tanta gente.
Para Sílvia Alves, as ilustrações sugerem o sabor e os cheiros da época.
Segundo a contadora de histórias, a voz autoral de Alice Vieira está bem presente neste livro. A capacidade de inovar mantém-se. As casas, nos livros de Alice Vieira, nunca estão vazias; existem sempre famílias nessas casas, segundo Sílvia Alves.
É um livro para leitores, “não-leitores” e “pré-leitores”. Pertence aos adultos a responsabilidade de promover o gosto pelas histórias através de leituras conjuntas, em família. Assim se criam hábitos de leitura nos mais jovens.
A apresentação de “Diário de Um Adolescente na Lisboa de 1910” terminou com algumas declarações da autora.



Na génese deste livro estão os folhetins que Alice Vieira foi publicando no Jornal de Noticias, a pedido do editor do jornal. Todos os sábados era publicada meia página com o objectivo de ser lida pelos mais jovens. A recepção foi tão boa que os folhetins passaram a livro.
A Escritaria tem sido para Alice Vieira um “festival de afecto”. A publicação de “Diário de Um Adolescente na Lisboa de 1910” foi programada para coincidir com a Escritaria. E facilmente se percebeu a razão. No fim, formou-se uma longa fila para se conseguir que o livro fosse autografado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=845612

Escritaria: «Vem aí a Alice»




Este é o ano de Alice Vieira, após Mário Cláudio ter sido homenageado em 2015. A escolha da escritora de livros infanto-juvenis abre novas perspectivas para a Escritaria. É a mais relevante representação da literatura dedicada aos mais novos entre os homenageados até hoje, como foram Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge e Mário Cláudio.
O primeiro dia da Escritaria foi marcado por teatro de rua, abertura da feira do livro e inauguração da exposição sobre a autora. Alice Vieira visitou escolas e foi recebida, já noite, pela Tuna Académica da CESPU.


Foi entre “Entre palavras e sons/lápis, borrachas, canções em dois tons...”, conforme o Hino da Escola Básica e Secundária de Pinheiro, que Alice Vieira começou a visitar outras escolas, neste segundo dia de homenagens.
Os alunos do Agrupamento de Escolas Paço de Sousa, do Agrupamento de Escolas de Pinheiro e do Agrupamento de Escolas Penafiel Sudeste receberam a autora. Quando entrou numa dessas escolas, um dos alunos disse, sem timidez, a uma colega: “Vem aí a Alice, a escritora”
A afectividade e conhecimentos dos alunos demonstraram o sucesso de uma carreira literária a eles dedicada. As salas encheram. As paredes estavam ocupadas por ilustrações baseadas em vários livros trabalhados nas aulas.



A curiosidade pela origem das ideias para escrever surgiu logo nas primeiras perguntas Nada de novo para quem desde muito cedo contacta com alunos de diferentes anos de escolaridade.
Uma outra pergunta comum às três escolas visitadas foi “quando começou a escrever?”
Alice Vieira não se lembra dela própria sem ser a ler e a escrever. “Foi a forma de me defender de uma infância complicada”, afirmou ainda.
O seu primeiro livro foi “Rosa, Irmã Rosa” e foi escrito a pedido dos filhos, que lhe disseram que só escrevia nos jornais histórias para os outros. Alice Vieira, jornalista de profissão, escreveu esse livro para os filhos. Corria o ano de 1979. O livro foi publicado e cedo conquistou os leitores. Foi o princípio dos quase quarenta anos de carreira literária. Mas uma ou outra intervenção fugiu do habitual Um rapaz afirmou gostar de ler os textos escritos para a “Audácia – Revista Missionária para adolescentes”; outro afirmou ter gostado de “vinte cinco a sete vozes”, livro menos mencionado nas escolas visitadas.
Algumas páginas dos muitos livros escritos por Alice Vieira foram lidas nas três escolas. “Rosa, irmã Rosa, “Às dez a porta fecha” ou “Graças e Desgraças da Corte de El-Rei Tadinho - Monarca Iluminado do reino das cem janelas” foram algumas das obras escolhidas.
Muita alegria e algum burburinho para receber Alice Vieira, que confessou escrever para fazer as pessoas um bocadinho mais felizes.
A escritora demonstrou disponibilidade para autografar, responder a todas as perguntas ou estar em todas as fotos solicitadas
Na despedida, Alice Vieira cantarolava “A Fisga”, dos “Rio Grande”,cantada horas antes pela Tuna da Escola Básica e Secundária do Pinheiro.

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